Eu quero que batam à porta,
Que tragam a companheira da noite,
Que me sigam à toa,
Que me liguem de madrugada.
Quero que me tirem da aula
Pra nada, pruma breja,
Prum por-do-sol nada especial.
Eu quero rodeios,
Que me chamem de louca,
Que me chamem de louca,
Que me queimem o pavio.
Eu quero sentimentos,
Sem julgamentos,
Quero doces suculentos no mês de dezembro.
Mas, principalmente, eu quero uma sombra,
Não quero videntes.
Quero nadar no mar
sem saber pronde ir, sem rumo, sem destino.
Depois, quero acordar na cama, no colo,
Com um sorriso e lembrar desse meu devaneio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário